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PARANÁ COOPERATIVO - 27/05/2010



CRÉDITO RURAL: Guedes defende novo mecanismo de proteção ao produtor 

A atual política de crédito rural foi tema de uma reunião ocorrida na manhã desta quinta-feira (27/05), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, com a participação do vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil, Luis Carlos Guedes Pinto. Estiveram ainda presentes o diretor de agronegócio, Luis Carlos Vaz, o gerente de agronegócio do BB no Paraná, César Dal Col, além do gerente da Corporate Paraná, Ademir Alves Pereira. O encontro reuniu cerca de 40 dirigentes de cooperativas dos ramos agropecuário e crédito e foi coordenado pelo presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski. "As políticas públicas devem passar por uma modernização. A grande dificuldade que temos hoje é a falta de instrumentos de política agrícola para garantir renda ao produtor", afirmou Koslovski na abertura da reunião. O vice-presidente de Agronegócio do BB concordou. "O problema é proporcionar uma garantia de renda. O João Paulo tem razão", disse Guedes. Na avaliação dele, o sistema de crédito rural precisa passar por uma grande reestruturação. Guedes defende o "seguro de renda", que é a proteção dos preços no mercado futuro. Seria um instrumento que, juntamente com o seguro rural, proporcionaria maior tranquilidade ao produtor.

Garantia de preço - "Além de ter a cobertura do seguro da produção, nós temos defendido que o produtor precisa se proteger no mercado futuro. Ou seja, na época de plantio, ele já garantiria um preço mínimo de venda, o que nós chamamos de travar o preço no mercado futuro. Isso é muito importante em relação ao crédito. Se o agricultor está protegido com o seguro rural, caso a colheita for menor do que era esperado devido a um fenômeno climático, como uma seca ou enchente, ele também estará protegido no mercado futuro com relação ao preço. Desta forma, ele poderá ficar absolutamente tranqüilo. Caso, por infelicidade ocorrer uma das duas coisas, ou as duas, ele tem a sua renda garantida. Ninguém gosta de usar o seguro, principalmente o de vida, mas é ele, o seguro que dá tranqüilidade ao agricultor", disse Guedes. "O Banco do Brasil, inclusive, tem lançado opções no mercado para que o agricultor possa se proteger, no caso de soja e milho. Temos atuado muito fortemente com o objetivo de contribuir para a formação da consciência do produtor, muitas, às vezes, nem conhecem essa possibilidade de optar por essas alternativas, que, na realidade, consideramos como um investimento. Nós temos procurado contribuir para que essas formas de proteção se difundam entre os produtores rurais brasileiros", acrescentou.

Essencial - De acordo com Guedes, há uma preocupação em estender os mecanismos de proteção ao agricultor. "Numa análise retrospectiva, acredito que estamos avançando no sistema de crédito mas, talvez, esse processo devesse ser um pouco mais acelerado. Nós sabemos que o produtor rural está sujeito aos riscos da produção. A colheita pode não ser aquela que ele esperava devido às intempéries climáticas. Por outro lado, o produtor pode ser bem sucedido na produção mas os preços não são remuneradores e isso afeta a sua capacidade de pagamento, inclusive de pagar o banco e saldar os seus compromissos financeiros. Dessa forma, com relação ao sistema de crédito, nós estamos muito preocupados em estender os mecanismos de proteção ao produtor. No caso do seguro rural, que proporciona cobertura numa frustração de safra, causada por um fenômeno meteorológico não previsto, nós melhoramos bastante. No ano passado, 62% dos financiamentos de custeio do Banco do Brasil foi coberto com o seguro rural, com o seguro da produção, e o Paraná é um estado exemplar nesse sentido, onde, acredito, nós mais avançamos. Isso é muito importante para o sistema de crédito", avaliou.

Avaliação - Na reunião desta quinta-feira, Guedes respondeu diversas questões dos dirigentes cooperativistas, após fazer uma análise da evolução do setor agropecuário e do sistema de crédito rural no Brasil. Em sua avaliação, o encontro foi bastante positivo. "Foi oportuno e de altíssimo nível. Aqui estão representantes das principais cooperativas do estado, as mais expressivas do Brasil, que são extremamente bem dirigidas. Essa reunião nos deu a oportunidade de fazer um balanço da política agrícola do Brasil, particularmente a relativa ao crédito e aos mecanismos de cobertura do produtor, tanto o seguro rural, como os instrumentos de mercado futuro, que poderíamos chamar de seguro de renda. A partir desse encontro, nós podemos avançar ainda mais na direção da reformulação do crédito rural no País, dos mecanismos de proteção, na medida em que pudermos avaliar o que está acontecendo no campo e identificar os obstáculos que ocorrem. É claro que não é algo imediato. Algumas propostas implicam em mudanças legais e em outras normativas. Mas acho que encontros como o ocorrido nesta quinta-feira em Curitiba, se realizados também em outros estados, permitirão que o setor caminhe em direção a uma unificação das demandas relativas às mudanças necessárias na política agrícola no País. Eu considero que este encontro foi extremamente positivo e espero que repitamos periodicamente eventos como este no Paraná em outros estados também", completou o vice-presidente de Agronegócio do BB.



COPAGRIL: Cooperativa promove reunião anual dos produtores de leite 

Mais de 450 pessoas estiveram presentes na edição 2010 da Reunião Anual dos Produtores de Leite da Copagril que aconteceu na tarde desta quarta-feira (26/05) no Pavilhão da Comunidade Católica de Marechal Cândido Rondon. Além da apresentação realizada pelo diretor presidente da Copagril, Ricardo Silvio Chapla, mostrando o desenvolvimento da atividade de pecuária de leite dentro da Copagril e também no cenário nacional e internacional, o diretor presidente da Frimesa também fez o uso da palavra. Valter Vanzela falou aos associados e familiares presentes um pouco sobre o comportamento do mercado do leite e quais as perspectivas a curto prazo no que diz respeito ao preço pago ao produtor pelo litro do leite.

Palestras - Como parte da programação da Reunião Anual dos Produtores de Leite, foram realizadas duas palestras com temas extremamente importantes para o produtor.O zootecnista da Nutron Alimentos Renato Palma Nogueira, abordou de forma clara e bem especifica temas importantes para o bem estar do animal e que refletem diretamente na produtividade. Assuntos como: horários, quantidade, qualidade e tipo de alimentação, local adequado e a importância do descanso para a produtividade do animal, saúde dos cascos e a ingestão de água, foram abordados com o objetivo de fazer com que o produtor não cometa erros que possam além de reduzir sua produção ainda levar a perda de animais, ocasionando em grandes prejuízos para a propriedade.

Reprodução animal - A médica veterinária da Empresa Maneio, Munique Nunes, trouxe aos presentes informações sobre a reprodução do animal. Como identificar o momento e a forma certa de proceder à inseminação, a importância da assistência técnica presente na propriedade, foram assuntos tratados pela especialista.

Premiação - Após as palestras aconteceu a tradicional premiação dos melhores produtores de 2009 que foram classificados em: Diversificação/Fidelização Copagril: Claudemir José Zimermann; Maior Produtor em Volume de Leite: Alexandre Roberto Langue; Segundo Maior Produtor em Volume de Leite: Evaldo Kliemann; Maior Produtor em Qualidade de Leite: Jacinto Zaferino Klein.

Sorteio - Além da premiação aos melhores de 2009, a Copagril ainda sorteou Kits Frimesa e dois aparelhos de TV LCD 32" entre os produtores que estavam presentes e que comercializam com a Copagril. "Esse tipo de evento é de grande importância porque alem de proporcionar a reciclagem das informações aos produtores, ainda dá a oportunidade de uma maior integração entre a cooperativa e seus associados", comentou o diretor presidente da Copagril Ricardo Silvio Chapla, ao final do evento. (Imprensa Copagril)



COAMO: 1,2 mil pessoas participam do Dia do Desafio 

Cerca de 1.200 funcionários da Coamo Agroindustrial Cooperativa participaram, nesta quarta-feira (26/05), em Campo Mourão e em várias cidades do Paraná, do Dia do Desafio 2010. O evento foi criado no Canadá e é uma campanha de incentivo à prática regular de atividades físicas em benefício da saúde, e acontece anualmente na última quarta-feira do mês de maio, por meio de ações comunitárias. O Dia do Desafio tem como objetivo inserir a atividade física no cotidiano das pessoas a fim de melhorar sua qualidade de vida. A tarefa consiste em mobilizar o maior número de participantes em torno da idéia de praticar pelo menos 15 minutos consecutivos de qualquer atividade física ou esportiva.

Mobilização coletiva - O evento completa 15 anos no Brasil e tem oferecido a oportunidade de mobilização coletiva em torno da atividade física para milhares de pessoas em centenas de cidades espalhadas pelo mundo. Há tempos o espírito de competição vem sendo substituído pelo espírito de cooperação, solidariedade e comunhão porque o bem comum contagia os participantes não somente como membros da coletividade, mas como senhores de suas escolhas e caminhos na própria rotina diária. (Imprensa Coamo)



SESCOOP: Comitê avança nas discussões sobre programa de formação do aprendiz 

O Comitê de Sistematização da Aprendizagem do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) se reuniu esta semana, em Brasília (DF), para dar seqüência às discussões da criação de uma diretriz nacional a ser adotada pelas unidades estaduais, visando atender as cooperativas. As discussões foram coordenadas pela gerente e pela coordenadora de capacitação da Gerência de Apoio ao Desenvolvimento em Gestão (GEADG) do Sescoop, Andréa Sayar e Edlane Resende, respectivamente, com a participação de representantes dos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, São Paulo, e Tocantins.

Grade curricular - O grupo elaborou a grade curricular básica das etapas teóricas e prática do programa e definiu os critérios para a elaboração do projeto de curso. Também foram definidas as próximas etapas de desenvolvimento de conteúdo, metodologia e material. Na avaliação da gerente da GEADG, Andréa Sayar, o trabalho está sendo muito bem encaminhado com o apoio dos profissionais das unidades estaduais, que contribuem com o conhecimento e a espertiz no assunto. "Estamos trabalhando para que o programa tenha um caráter mais pragmático e, assim, sua adoção possa ser viabilizada pelos estados, em atendimento à Lei do Aprendiz", resume Andréa. (Informe OCB)



INTERCOOPERAÇÃO: Unimed fecha acordo com Sicoob no Espírito Santo 

A partir do dia 1º de junho, os associados ao Sicoob poderão adquirir planos de saúde da Unimed nas agências do Sistema de Cooperativas de Crédito em todo o Espírito Santo. Isso será possível graças a um acordo fechado entre as duas cooperativas. Segundo Jamirson Avelar, gerente de Mercado da Unimed Sul Capixaba, foi colocada à disposição dos associados do Sicoob uma proposta diferenciada. "A oportunidade veio agregar valores aos serviços de ambas as cooperativas, prova que o cooperativismo vem ganhando força com estes acordos".

Diferencial - Jamirson diz que, atualmente, nenhuma instituição financeira no Brasil oferece seguro ou plano de Saúde aos seus associados e correntistas na qualidade de planos individualizados. Este será um diferencial do Sicoob diante dos seus principais competidores, principalmente no Espírito Santo. A importância desta parceria, segundo ele, é que está sendo firmado contrato de intercooperação entre a maior cooperativa médica e a maior cooperativa de crédito do Brasil, com um produto de cobertura estadual e nacional, com o mesmo preço em todo o estado e as mesmas condições de contratação. (Imprensa Unimed Sul Capixaba)



FÓRUM ESTADÃO I: Sul quer reformas para retomar peso na economia 

Com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País, a Região Sul, a segunda mais rica depois do Sudeste, acaba de acordar para uma dura realidade: no ano passado, sua participação na riqueza nacional foi de 16,2%, o que significa uma queda em relação a 2003, quando chegou a 17,7%. No debate promovido pelo grupo Estado na terça-feira (25/05), em São Paulo, para discutir os rumos do desenvolvimento regional, empresários dos setores industrial e agrícola, consultores financeiros e autoridades apontaram de forma unânime a necessidade de investimentos em infraestrutura como uma das estratégias a serem adotadas. Mas esse é apenas um aspecto do grande desafio a ser enfrentado. O presidente da Federação das Indústrias do Paraná, Rodrigo da Rocha Loures, defende a mobilização das lideranças regionais em favor da reforma política e da modernização do Estado brasileiro. Wagner Salaverry, sócio do banco Geração Futuro, considera que o Sul tem uma economia diversificada, mas perdeu espaço na expansão do mercado de capitais em decorrência do pensamento estatizante de parte da classe política e do ambiente político instável e beligerante.

Obras - Na abertura do "Fóruns Estadão Regiões - Sul", o ministro dos Transportes, Paulo Passos, listou as obras previstas para os Estados do Sul e anunciou que a região passará a fazer parte da "espinha dorsal" do sistema ferroviário brasileiro, graças ao projeto que deverá estender a ferrovia Norte-Sul até o extremo sul do Rio Grande do Sul.

PAC - Bernardo Hees, presidente da ALL, uma das maiores empresas de logística do País, disse que não só o Sul melhora, mas toda a economia brasileira muda de patamar se forem feitas 60% das obras previstas pelo PAC. "Pode-se gostar ou não, mas o fato é que o PAC criou foco para os investimentos." Para ele, gargalos representam oportunidades de desenvolvimento.

Edição especial - Em edição especial publicada pelo O Estado de São Paulo nesta quinta-feira (27/05), o jornal mostra como o Sul enfrenta o desafio de recuperar seu espaço no cenário econômico nacional. O superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, foi um dos debatedores do Fórum que discutiu a realidade da região Sul do País. (Com informações do Estado de São Paulo)



FÓRUM ESTADÃO II: Desafio é agregar valor à produção 

Responsável por 40% da produção agropecuária e por parte importante da exportação agrícola do País, a Região Sul tem agora o desafio de passar ao próximo estágio: o de agregar valor à produção. "Manter a estrutura de uma grande economia baseada em commodities não deve ser meta para ninguém. Temos que almejar uma modificação fundamental no modelo econômico do Sul", afirmou Belmiro Valverde Jobim Castor, professor de administração da PUC-PR, durante o Fóruns Estadão - Região Sul.

Exportações - Segundo Valverde, a pauta de exportações da região mostra uma produção fortemente dependente de commodities agrícolas, como soja e carne de frango, e, em consequência, uma economia muito afetada pelas oscilações do câmbio. Reivindicar controle do dólar, contudo, não seria a solução. "Não se pode imaginar uma alteração na política cambial, então a exportação tem que ser mais eficiente", defendeu. Ele cita a soja como exemplo. "A oleaginosa tem 50 subprodutos, mas exportamos apenas dois, farelo e óleo, além do próprio grão. Isso se aplica a outros itens, como a carne. Somos exportadores de carcaças." Mesmo países mais avançados na exportação de itens agropecuários de alto valor agregado, como Estados Unidos e alguns europeus, têm intensificado a produção de alimentos certificados, funcionais e processados, diante da saturação dos mercados de commodities, que veem margens de lucro menores por unidade de produto e, por vezes, com grandes oscilações de preços. Com forte tradição agropecuária, a região tem condições para dar este salto de qualidade, mas para isso tem de resolver alguns problemas.

Chave - Para Valverde, a chave está na geração de tecnologia aplicada, além da capacitação empresarial e de mão de obra. Embora reconhecido por seu desenvolvimento, o Sul, como o resto do País, ainda não conseguiu traduzir ciência em tecnologia, diz. "O Brasil é o 17.º maior gerador de ciência do mundo, mas está em 80.º lugar na geração de tecnologia. Não temos a tradição de passar de uma coisa à outra, mas temos de resolver isso, porque o mundo está indo nessa direção."

Educação - Nas palavras do diretor da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), José Roberto Ricken, "tem de investir acima do pescoço". "Cerca de 80% da população do campo tem baixa instrução."

Valverde cita dados da Fundação Anísio Teixeira, que mostram que no Sul a média de proficiência em Português e Matemática mal chega a cinco, numa escala de zero a dez. "Educação é a chave da produtividade e é um dos fatores que fazem o Sul derrapar."

Arranjos produtivos locais - Enquanto a educação não melhora, Valverde identifica nos chamados arranjos produtivos locais, ou clusters, uma opção para ajudar especialmente pequenos e médios produtores, que são maioria no Sul, a agregar valor via apoio tecnológico e mercadológico. "No Paraná há cerca de 20 arranjos produtivos locais de sucesso."

Exemplos - Ele cita o caso da cidade de Cianorte, no Paraná, que depois de quase quebrar com o declínio do café, encontrou na indústria têxtil o caminho para uma economia sustentável. Há também o exemplo dos sofisticados polos moveleiros no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, que exportam parte do que produzem. Mas, fora deles, de 70% a 80% da produção não tem design nem acabamento de qualidade, segundo o professor da PUC. O desafio é tornar os poucos e localizados avanços em uma política de produção generalizada.

Iniciativa - Entre as iniciativas, Valverde lembra a da família do empresário catarinense Raul Anselmo Randon, a mesma da marca de autopeças e carrocerias, que desde 1997 fabrica um queijo do tipo grana, típico da região da Padânia, na Itália. "Eles estimularam os laticínios a produzir um leite com determinado teor de gordura, trouxeram mestres italianos para aprimorar a técnica de produção e criaram uma linha de queijos que não existia no País."

Eficiência - Ricken, da Ocepar, também defende ganho de eficiência em outras áreas, como a redução do chamado "custo Brasil", que no Sul corrói 36% do valor dos produtos, com destaque para os problemas logísticos. "No Paraná, gastamos 37% do valor do calcário só em pedágios entre Rio Grande e Cascavel."

Disparidades - Agregar valor também reduziria disparidades regionais, fortes nos Estados, apesar da boa qualidade de vida e economia forte. O crescimento médio do Sul (3,2% ao ano) nos últimos 12 anos mascara uma realidade menos agradável em algumas áreas. O professor da PUC lista mais de 200 municípios do Paraná, dos cerca de 400 do Estado, com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo da média do País. "Hoje o interior do Paraná concorre com 30% do PIB do Estado, ante 65% da região metropolitana de Curitiba. Há 30 anos era o contrário. No Rio Grande do Sul ocorre algo parecido." (O Estado de São Paulo)



FÓRUM ESTADÃO III: Perda de participação no PIB do País preocupa empresários 

Uma preocupação comum une empresários urbanos e rurais da Região Sul: a perda de participação das economias do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul no PIB nacional. Ainda donos do segundo maior Produto Interno Bruto regional do País, atrás apenas da Região Sudeste, os três Estados encolheram 1,5 ponto porcentual no total da fabricação da riqueza brasileira durante os últimos seis anos. Em 2003, o Sul alcançou a marca de 17,7% de presença no bolo do PIB nacional, mas registrou preocupantes 16,2% em 2009. O que parece pouco nas estatísticas significa, na prática, uma receita encolhida em cerca de R$ 46 bilhões, valor equivalente a 1,5% do PIB de R$ 3,14 trilhões verificado no ano passado.

Participação - No período, a participação do Rio Grande Sul declinou de 7,33% do PIB nacional para 6,4%. No Paraná, a redução foi de 6,4% para 5,8% e, em Santa Catarina, houve estabilidade em 4%. "A guerra fiscal, as circunstâncias políticas de cada Estado e até mesmo certa acomodação do empresariado têm contribuído para essa curva negativa", afirma o economista José Roberto Ricken, do Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná. O representante da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, Fernando Adauto de Souza, lembra que a característica exportadora dificulta a produção de receitas maiores. "Não vamos recuperar nossa participação no PIB se não tivermos uma boa infraestrutura de escoamento da nossa produção." (O Estado de São Paulo)


FÓRUM ESTADÃO IV: Agronegócio é quase metade do PIB do Sul 

Os três Estados da Região Sul já respondem por 18,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Conforme dados do IBGE, o Rio Grande do Sul possui o quarto PIB brasileiro - atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro -, o Paraná está em quinto lugar e Santa Catarina em sétimo. A posição no ranking nacional revela grande equilíbrio da economia nesses Estados. O Sul vive intenso processo de industrialização, mas grande parte da economia regional ainda depende dos negócios gerados no campo.

Agregação de valor - A produção da agricultura, da pecuária e das florestas quase não chega ao consumidor como produto primário. Passa, antes, por um intenso processo de agregação de valor pela indústria de transformação e da agroindústria, além de um bem estruturado modelo de conversão de proteína vegetal em produtos de origem animal. Considerada toda a cadeia gerada pelos produtos, o agronegócio representa quase 50% do PIB regional.

Destaques - O Rio Grande do Sul detém 8,8% do PIB nacional e grande parte de sua economia é baseada na agricultura de grãos - soja, trigo, arroz e milho -, na produção de fumo, na pecuária e na indústria de transformação de produtos do campo. O Estado se destaca em alimentos, fibras têxteis naturais, madeira e couro. Na última safra, bateu recorde na colheita de grãos, com 24,4 milhões de toneladas. A soja atingiu o maior volume individual, com 10 milhões de toneladas. A safra do arroz atingiu 8 milhões de toneladas - o Estado detém 63% da produção nacional.

Trigo - Outro destaque é o trigo: junto com o Paraná, o Estado produziu 86,4% do cereal no Brasil. O Rio Grande do Sul é também o principal produtor de vinhos finos no País e a produção de fumo continua a ser uma atividade relevante no Estado e no País.

Paraná - O Paraná responde por 6% da riqueza produzida no Brasil. Na safra 2009/10, o Estado reassumiu o primeiro lugar na produção agrícola nacional, com 31,4 milhões de toneladas, ultrapassando Mato Grosso. Apenas a soja respondeu por 14 milhões de toneladas. O Estado manteve a posição de maior produtor nacional de milho, com 12,6 milhões de toneladas. Lidera, ainda, na produção de feijão. A participação direta da agricultura no PIB paranaense subiu de 15% em 2007 para 18,5% no ano passado.

Desempenho - O desempenho deve-se, sobretudo, à retomada na produção de soja e trigo e à expansão das áreas de cultivo da cana-de-açúcar. Na temporada 2009/10, o Paraná perdeu a posição de segundo maior processador de cana do Centro-Sul para Minas Gerais, mas pode recuperar a posição na safra atual, com previsão de moagem de 51 milhões de toneladas. A última safra foi prejudicada pelo excesso de chuvas.

Santa Catarina - Santa Catarina é o maior exportador de frango e de carne suína do Brasil. No ano passado, as duas principais empresas do setor no País, a Sadia e a Perdigão, se juntaram, formando a BR Foods, uma das maiores empresas de alimentos do mundo. As exportações de carne de frango somaram 3,63 milhões de toneladas em 2009, com receita de US$ 5,8 bilhões. Este ano, reduzidos os efeitos da crise global, o setor voltou a crescer, com aumento previsto de 5% no volume de exportação e de até 10% na receita. Nos primeiros meses deste ano, o Estado absorveu 30% dos pintinhos alojados nos aviários para serem transformados em frangos, mas vem sendo seguido de perto pelo Paraná, que ficou com outros 25%. A migração da atividade decorre da maior disponibilidade de soja e milho, principais insumos da avicultura, em território paranaense. (O Estado de São Paulo)


RADIOCOOP: Colato fala sobre a relação das indústrias com produtores rurais 

Aconteceu nesta quarta-feira (26/5), na Câmara dos Deputados mais uma das reuniões da subcomissão permanente que trata das relações de integração entre indústrias e produtores. A previsão é que até 15 de junho os estudos sejam concluídos, iniciando o processo de elaboração do modelo de contrato que será trabalhado em todas as partes da cadeia, e da proposta de projeto de lei que possa regrar a situação. O deputado filiado à Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Valdir Colatto, que é relator geral da subcomissão, faz uma avaliação dos debates já realizados em entrevista à RádioCoop.

Código Florestal - O deputado aborda ainda o Código Florestal que, ainda este mês deve ser votado na Comissão Especial criada para apreciá-lo, para que em junho seja levado ao Congresso Nacional. (Informe OCB)


TRIGO: Cientistas identificam novos fungos que ameaçam a cultura 

Cientistas identificaram quatro novas cepas de um fungo que mata o trigo e que pode colocar em risco a oferta global de alimentos, de acordo com pesquisa que será apresentada em conferência na Rússia. De acordo com a agência AFP, as cepas mutantes do fungo, chamado Ug99, surgiram na África mas provavelmente se espalharam para Ásia e outras regiões, mostrou a Borlaug Global Rust Initiative, um grupo americano que estuda doenças do trigo. As novas mutações tornarão as lavouras de trigo mais vulneráveis, já que os patógenos vão encontrar novas trajetórias para migração, segundo o grupo.

Mutações - O estudo identificando as mutações foi feito na Universidade de Free State, na África do Sul. O Ug99, uma variante da doença mortal do trigo comumente conhecida como ferrugem da haste, é um fungo que faz as plantas caírem e podem acabar com toda a lavoura. Ele ameça se espalhar para outras regiões produtoras de trigo da África e Ásia e, potencialmente, por todo o mundo, afirmou Arun Kumar Joshi, cientista do Centro Internacional de Melhoramento de Milho de Trigo, baseado no México. O maior risco é para o sul da Ásia, que produz aproximadamente 20% do trigo do mundo. (Valor Econômico)



ORGÂNICOS: Certificação garante qualidade dos produtos no Brasil 

Para garantir a qualidade dos alimentos orgânicos comercializados no País e tornar possível o processo de venda dos produtos, todo agricultor deve estar certificado e cadastrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A afirmação é do coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Rogério Dias, durante palestra nesta quarta-feira (26/05), no auditório da Emater/DF, em Brasília. Parte das atividades da 6ª Semana dos Alimentos Orgânicos, promovida pelo Mapa, a exposição teve o objetivo de orientar agricultores à adequação aos mecanismos de controle para garantia de qualidade orgânica.

Adaptação - O coordenador ressaltou, ainda, que o produtor brasileiro tem até o dia 31 de dezembro para se adaptar às novas regras de produção orgânica. "A regularização é baseada em normas para produção e comercialização dos produtos, incluindo armazenamento, rotulagem, transporte, certificação e fiscalização", orienta Dias. A certificação será estabelecida pelo selo do Sistema Brasileiro de Conformidade Orgânica, autorizado a partir do momento em que o produtor cumprir as novas regras. Conforme Rogério Dias, os interessados podem obter informações sobre legislação, cartilhas educativas para adequação aos novos regulamentos, passo-a-passo de formulários para cadastros e credenciamento no site do Mapa e nas representações estaduais do ministério.

Qualidade - Desde a produção até a armazenagem, transporte e comercialização, os produtos e ingredientes orgânicos devem ser bem cuidados para que a sua qualidade seja assegurada. Para isso, o coordenador do Mapa sugere que sejam tomadas algumas providências, como: proteger, em todo momento, os produtos orgânicos para que eles não se misturem com materiais e substâncias não permitidas; cumprir as exigências das legislações específicas e identificar os produtos para venda avulsa e por atacado também. (Mapa)



AFTOSA: Entrave ao Paraná está na fronteira com o Paraguai 

O Brasil caminha para ter, ainda em 2010, todo o território como zona livre de febre aftosa com vacinação e para a liberação do Paraná como zona livre da doença sem a necessidade da imunização do rebanho bovino. A informação é do novo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, empossado na segunda-feira (24/05). "É uma determinação do ministro Wagner Rossi para que o Brasil ganhe esse status sanitário ainda este ano", disse Jardim.

Entrave - Segundo ele, o pleito do Paraná para ter o status máximo de controle da febre aftosa cumpriu rapidamente todos os pré-requisitos e o único entrave é o fato de o estado fazer fronteira com o Paraguai. Jardim avaliou que no caso de Santa Catarina, que já não imuniza o rebanho contra a doença e, por isso, pede a abertura do mercado de carnes in natura para os Estados Unidos, a questão é comercial.

Efeito dominó - Para o novo secretário, a abertura dos mercados norte-americano e japonês para carnes brasileiras criaria um "efeito dominó" e outros países, principalmente orientais, tomariam a mesma atitude comercial. Jardim informou que, neste sábado, uma delegação brasileira viaja ao Japão para novamente discutir a abertura do mercado, fechados por questões sanitárias.

Relação ampliada - Já a relação com países vizinhos, como o Paraguai, para o fortalecimento da defesa agropecuária, principalmente no caso da aftosa, deve ser ampliada. "Já temos uma parceria com Paraguai e Bolívia, que inclusive recebe vacina nossa, e vamos começar a discussão com a Ve­­nezuela", explicou. Inter­namente, o governo seguirá com a política de fortalecimento do Sisbov (sistema de rastreamento do gado) e de modernização do sistema de informação, como a ampliação das guias eletrônicas para o trânsito de animais.

Kroetz - Por fim, o secretário elogiou o antecessor, Inácio Kroetz, disse que as prioridades durante os sete meses que deve ficar no cargo serão a modernização e investimentos em gestão da Secretaria de Defesa Agropecuária e negou influência política na escolha do seu nome. "Sou técnico de carreira há 38 anos, comandei durante os dois governos FHC e os dois do presidente Lula a Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo e desconheço qualquer influência política", concluiu Jardim, que tem fortes ligações com o deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP). (Agência Estado)


SUCROENERGÉTICO: Paulo Zanetti é empossado presidente da Alcopar 

O engenheiro agrônomo Paulo Adalberto Zanetti, presidente do Grupo Vale do Ivaí Açúcar e Álcool, de São Pedro do Ivaí, foi empossado na última segunda-feira (24/05) na presidência da Alcopar (Associação dos Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná), em lugar de Anísio Tormena, falecido no último dia 18. Além dele, os três sindicatos patronais que integram o sistema, antes presididos por Tormena, também têm novos presidentes: o Sialpar (Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool do Paraná) foi assumido por Tácito Octaviano Barduzzi Júnior, que preside a Nova Produtiva Cooperativa Agroindustrial, de Astorga; o Siapar (Sindicato da Indústria de Açúcar do Paraná), por Antonio Sérgio de Oliveira, diretor vice-presidente da Corol Cooperativa Agroindustrial, de Rolândia; e o Sibiopar (Sindicato da Indústria de Produção de Biodiesel do Estado do Paraná), por Constante Arruda, da Dacalda Açúcar e Álcool Ltda, de Cambará.

Estatuto Social - O conselho diretor da Alcopar e dos sindicatos cumpriu o que determina o artigo 19 do Estatuto Social, que prevê, em casos assim, a substituição do titular pelos respectivos vice-presidentes. Eles têm mais dois anos de mandato, quando haverá nova eleição. Integram a diretoria da Alcopar os vice-presidentes João Batista Meneguetti, Sidney Meneguetti, Constante Arruda, Sérgio Bibiano Rodrigues, Ricardo Rezende e Daniel Meneghel. No Sialpar, Hélcio Rabassi (diretor tesoureiro), e Miguel Rubens Tranin (diretor secretário), Pedro Baggio Neto, Sérgio Bibiano Rodrigues, Sidney Meneguetti e Antonio Sérgio de Oliveira (suplentes). No Siapar, João Batista Meneguetti (diretor tesoureiro), Sidney Meneguetti (diretor secretário), Ricardo Rezende, Daniel Meneghel, Hélcio Rabassi e Paulo Zanetti (suplentes). No Sibiopar, Paulo Zanetti (diretor tesoureiro), Ricardo Rezende (diretor secretário), Ricardo Rezende Filho, Pedro Baggio Neto, Miguel Tranin e Tácito Octaviano Barduzzi Júnior (suplentes).

Histórico - Zanetti, 52 anos, é profundo conhecedor da política institucional do setor sucroenergético, já atuou como superintendente da Alcopar por vários anos e outro tanto como dirigente do Grupo Vale do Ivaí. Ele conta que já estava envolvido com o setor antes mesmo de se formar. No período de 1977 a 1980, quando ainda estudava, fez estágio na Usina Bandeirantes e, durante as férias, prestava serviços na Cooperativa Corol. Sua formatura coincidiu com o período de aprovação do projeto de álcool da Corol e ele foi convidado para coordenar a instalação da área agrícola da destilaria, assumindo, em 1982, a gerência da área técnica. Em 1984, foi eleito vice-presidente e acumulou o cargo de diretor da divisão industrial. Como executivo, permaneceu na cooperativa por mais nove anos. O convite para integrar a equipe da Alcopar veio em 1995, na função de diretor executivo.

Cepaal - No período de maior crise da atividade, quando houve a desregulamentação do setor, em 1998, Zanetti foi convidado pela diretoria da Cepaal (Coligação das Entidades dos Produtores de Álcool e Açúcar) em São Paulo, para atuar como diretor executivo da entidade. A volta para a Alcopar ocorreu em 2001, a convite do presidente Anísio Tormena, onde foi um dos superintendentes, atuando na defesa institucional do setor. Ele presidiu a PESA (Paraná Ecológica S/A), empresa que promoveu a mistura de álcool, diesel e o aditivo AEP102; presidiu a PASA (Paraná Operações Portuárias), antes da instalação desse terminal no Porto de Paranaguá, e foi diretor-fundador da Coodetec. No início de março de 2003, assumiu a presidência da Vale do Ivaí. (Assessoria de Imprensa)



BIOCOMBUSTÍVEL I: Câmara discute restrições dos EUA ao etanol brasileiro 

O diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Ricardo Dornelles, considerou improvável a eliminação completa, no curto prazo, das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao etanol brasileiro importado. O governo norte-americano cobra hoje uma tarifa de importação de US$ 0,14 por litro do combustível, produzido com cana-de-açúcar. Segundo dados da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), essa taxa pode chegar a 30% do valor total do etanol.

Sobretaxa - A lei que autoriza a sobretaxa vigora somente até o fim deste ano. Contudo, um projeto de lei apresentado na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos no último mês de abril estende a tarifa por mais quatro anos. A proposta visa a proteger a indústria norte-americana de etanol, que lá é produzido a partir do milho. A sobretaxa foi tema de audiência pública promovida ontem (26/5) pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC) da Câmara dos Deputados. Foram convidados para o encontro representantes do Governo e de entidades ligadas ao setor.

Única - O primeiro a discutir o tema foi o representante da Única, Eduardo Leão de Souza, que pontuou a amplitude da participação de EUA e Brasil no mercado internacional de etanol, que juntos representam cerca de 80% da produção mundial. De acordo com Souza, o consumo do combustível nos Estados Unidos deve crescer nos próximos anos e que, para não perder mercado, o Brasil deve atuar no sentido de convencer o governo americano de que a ausência da tarifa resultaria em economia ao consumidor final, em melhoria da segurança energética do país, além dos benefícios ambientais.

Mercado americano - Já Ricardo Dornelles, do MME, o mercado americano é grande o suficiente para absorver o etanol brasileiro. No entanto, Dornelles ponderou que no ambiente interno americano existe uma resistência dos produtores de milho quanto a retirada da tarifa, uma vez que estes se sentem ameaçados pelo produto brasileiro. Segundo ele, outro argumento usado pelos produtores americanos é que a dependência externa pode tornar o produto mais caro para o consumidor.

Proteção - Em seguida, o representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Paulo Sérgio Coelho Debram, ressaltou a impressionante capacidade dos EUA em aumentar a produção de etanol e isso, em grande parte, se deve a adoção de subsídios e outras ações de fomento e proteção. Debram ressaltou a importância do Inmetro para que o país desenvolver a qualidade do seu produto.

Diferenças - Por fim, Manuel Fernandes Bertone, representante do Ministério da Agricultura, analisou as diferenças entre os programas brasileiro e americano na produção de biocombustível. Segundo Bertone, o primeiro tem por objetivos o desenvolvimento regional, a diversificação da matriz energética e a geração de emprego e renda, enquanto a adoção de biocombustíveis pelos EUA tem a única função de substituição da matriz energética. Neste contexto, o representante do MAPA defendeu que o foco do Brasil não deve ser sobre a tarifação do etanol, mas sim sobre o aumento da exportação do produto no mercado mundial.

Estratégias - Para o deputado Dr. Ubiali, membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que requereu a audiência, o governo deve adotar estratégias para aumentar a produção nacional por meio de créditos e incentivos fiscais. "Hoje, o Brasil utiliza somente 1,5% de seu território para produção de cana para etanol. Temos potencial para expandir esse tipo de cultivo para 7,5% da área do País", afirmou. (OCB, com informações da Agência Câmara)



BIOCOMBUSTÍVEL II: ANP oferta biodiesel a R$ 2,32 o litro 

Começa nesta quinta-feira (27/05) o 18.º Leilão de Biodiesel da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). As operações se estenderão até o dia 31 de maio. Serão ofertados 600 milhões de litros do produto, divididos em dois lotes. O leilão adotará a modalidade pregão na forma eletrônica. O preço máximo de referência para início do leilão é de R$ 2,32 por litro para ambos os lotes. O volume comercializado destina-se a atender a mistura de 5% de biodiesel no diesel mineral, que é obrigatória. O período de entrega será de julho a setembro de 2010, para o abastecimento no terceiro trimestre de 2010.

Oferta - No primeiro lote serão ofertados de 480 milhões de litros de biodiesel por produtores autorizados pela ANP a exercer a atividade de produção e de comercialização de biodiesel e que sejam detentores do Selo Combustível Social . O segundo lote, de 120 milhões de litros de biodiesel, destina-se a produtores que preencham todos os requisitos exigidos para o primeiro lote, com exceção do Selo Combustível Social.

Soja - Perto de 80% da matéria-prima necessária para atender a demanda de biodiesel no país vêm da soja. O modelo econômico de utilização da oleaginosa é questionável. Para cumprir o que manda a lei, com a adição de 5% de óleo vegetal ao combustível fóssil (B-5), o país precisa produzir, anualmente, 2,5 bilhões de litros de biodiesel B-100. O sebo bovino contribui hoje com 10% a 12% da demanda. Mamona, pinhão-manso, palma, algodão, canola e girassol também são usadas, mas têm participação pequena. (Agência Estado)



MEIO AMBIENTE: Desmatamento da Mata Atlântica cai 75% 

Enquanto na década passada foram desmatados 946.269 hectares (ha) do bioma, nos últimos dez anos o desmatamento foi de 238.466 ha, segundo o Atlas dos Remanescentes Florestais divulgado ontem pela SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Apesar da redução, não há motivos de comemoração, segundo os coordenadores da pesquisa. Considerando a fragilidade desse bioma, que possui apenas 7,9% da sua área total preservada, qualquer desmatamento é uma ameaça. "É bom ter reduzido, mas também há pouco para desmatar", diz Marcia Hirota, coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica.

Queda - Considerando apenas os últimos dois anos, foram desmatados ao menos 20.867 hectares, uma queda de 21% em relação à média global. Dois Estados, porém, desmataram mais, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com aumento de 15% e 83%, respectivamente. A ONG ainda analisa as razões para as recentes destruição de mata nativa.

Minas e Paraná- Em Minas, chama atenção a exploração de carvão vegetal para sustentar a indústria de ferro gusa. No Paraná, o maior responsável foi a expansão urbana na região metropolitana. A coordenadora do Atlas diz que o planejamento das cidades para a expansão urbana é uma questão chave para a preservação do bioma. "Estamos numa região extremamente populosa, temos 112 milhões de pessoas que habitam a Mata Atlântica."

São Paulo - Em São Paulo, apesar da redução de 9% do ritmo de desmatamento nos últimos dois anos, foram detectados problemas no Vale do Ribeira e litoral sul, locais onde há unidade de conservação. Segundo Márcia, a situação preocupa porque é uma das maiores áreas de remanescentes contínuos de Mata Atlântica. Só no Vale do Ribeira foram desmatados 422 ha, de um total de 743 ha no Estado. "Fica um alerta para o Estado de São Paulo", diz.

Assentamento - Segundo Mário Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, um assentamento rural colocado pelo governo do Estado nos limites da unidade de conservação em Jureia (SP) vem promovendo a degradação da área. "Vamos fazer uma atuação mais efetiva lá. A Jureia é uma unidade emblemática, que fez surgir a SOS Mata Atlântica."

Rio - O Rio de Janeiro, com redução de 0,04% do bioma nos últimos dois anos, recebeu elogios pelo seu trabalho de conservação da floresta. "A meta do Estado é dobrar o total de áreas protegidas e talvez consiga até final desse governo. É algo exemplar", diz Mantovani. (Valor Econômico)


MAPITO: Chineses compram terras em nova fronteira agrícola do BR 

O primeiro grupo de investidores chineses se prepara para desembarcar no oeste da Bahia. Depois de muitas especulações sobre o interesse de estrangeiros na região - nova fronteira agrícola -, a empresa Pallas International assinou com o governo baiano um protocolo de intenções para se instalar no Estado e produzir grãos para exportação, além de atuar em bioenergia. O grupo chinês, formado por investidores privados, mas com o governo da China como sócio, quer comprar de 200 mil e 250 mil hectares de terras, tanto no oeste da Bahia quanto na região conhecida como Mapito, o cerrado do Maranhão, Piauí e Tocantins.

Protocolo - "Eles precisavam desse protocolo para acelerar a parte burocrática na China", comemora Eduardo Salles, secretário de Agricultura da Bahia. Várias empresas estrangeiras estão instaladas e produzindo nessa nova fronteira agrícola. Americanos, holandeses, portugueses e japoneses fazem parte do cotidiano de Luís Eduardo Magalhães e arredores. Há pelo menos dez empresas de médio ou grande porte cultivando principalmente algodão, soja e milho.

Estrangeiros- Já conhecidos pela população local, os estrangeiros fogem de entrevistas. Ao longo da BR-242, que corta toda Luis Eduardo e termina no litoral de Salvador, pelos menos três hotéis de alto padrão costumam receber os estrangeiros que visitam a região. "Sempre tem alguém por aqui falando outra língua. Desde janeiro estamos lotados para a primeira semana de junho, quando começa nossa feira Bahia Farm Show", diz a recepcionista de um desses hotéis.

Sequência - A investida chinesa na Bahia se dá na sequência de outros dois megainvestimentos anunciados recentemente. Na semana passada, a estatal de energia elétrica State Grid Corporation of China assumiu o controle de sete das 12 empresas da Plena Transmissoras, por R$ 3,1 bilhão. Ao mesmo tempo, a Sinochem adquiriu 40% do Campo Peregrino, na bacia de Campos, em mãos da norueguesa Statoil, por US$ 3,7 bilhões.

Emergentes - A intenção de transferir capital para o Brasil e a América Latina foi explicitada nesta quarta-feira (26/05), em Paris, por Gao Xiqing, presidente da China Investment Corporation, o poderoso fundo soberano chinês, com ativos de US$ 300 bilhões. "Planejamos alocar mais dinheiro para o Brasil e outros emergentes do que para a Europa", declarou o executivo. "Já temos presença em importantes companhias brasileiras e não focamos só em recursos naturais".

Barreiras - Pouco antes, num debate da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), ele reclamou que o fundo soberano chinês é alvo de barreiras nos países industrializados. "Isso é ignorância sobre o que fazemos e como agimos", afirmou. (Valor Econômico)



FGV: Satisfação com a economia eleva confiança do consumidor 

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) apresentou elevação de 0,6% entre abril e maio, ao passar de 115,4 para 116,1 pontos, de acordo com os dados divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice é composto por cinco quesitos que fazem parte da Sondagem de Expectativas do Consumidor e considera os dados com ajuste sazonal.

Maior contribuição - O quesito que mede a satisfação dos consumidores com a situação econômica atual foi o que mais contribuiu para a elevação do ICC no período. A proporção de consumidores que avaliam a situação como boa aumentou de 20,3% para 22,2%. Já a parcela dos que a consideram ruim reduziu-se de 28,7% para 28%. Este é o melhor resultado histórico para o quesito. 

Piora - Em relação aos meses seguintes, houve piora nas previsões para a situação econômica local e melhora nas previsões para a situação financeira da família. No primeiro caso, a proporção de consumidores prevendo melhora aumentou de 26,9% de 27,4% do total, enquanto a proporção dos que preveem piora aumentou de 9,2% para 12,2%. Em relação às finanças domésticas, a frequência relativa de projeções favoráveis elevou-se de 31% para 33,2%, enquanto a parcela dos que esperam uma situação pior diminuiu de 2,6% para 3%.

Amostra - A sondagem é realizada com base numa amostra de mais de 2.000 domicílios em sete capitais brasileiras. A coleta de dados foi realizada entre os dias 3 e 20 deste mês. (Folhapress)



PRÊMIO OCEPAR: Inscrições vão até 12 de julho 

Profissionais de comunicação de todo o Paraná têm até o dia 12 de julho para inscrever seus trabalhos no 7º Prêmio Ocepar de Jornalismo. O tema escolhido para este ano é "Cooperativismo: organização econômica e social que desenvolve comunidades e pessoas". O concurso é dividido em quatro categorias: Jornalismo Impresso (jornais e revistas); Telejornalismo (emissoras de televisão); Radiojornalismo (emissoras de rádio) e Mídia Cooperativa (jornais, revistas, programas de rádio e internet das cooperativas paranaenses). Serão aceitas matérias veiculadas no período de 1º de janeiro de 2010 a 12 de julho de 2010. Cada participante poderá inscrever até três trabalhos.

Objetivo - Em sua sétima edição, o Prêmio Ocepar de Jornalismo tem como objetivo principal promover e divulgar os projetos e ações econômicas e sociais realizadas pelo cooperativismo para o desenvolvimento das comunidades onde está inserido e na transformação da vida das pessoas. O prêmio abrange todos os ramos do cooperativismo, da produção à prestação de serviço, assim como, os projetos de responsabilidade social que envolvam cooperativas, cooperados, funcionários e a comunidade.

Premiação - O total de prêmios a ser distribuído é de R$ 51 mil já descontados todos os impostos. Serão premiadas as melhores reportagens relacionadas aos diversos ramos do cooperativismo: agropecuário, crédito, saúde, transporte, turismo, habitacional, educacional, infraestrutura (eletrificação rural), consumo, mineral e trabalho. Os três melhores trabalhos receberão como prêmio: 1º lugar R$ 6 mil; 2º lugar R$ 3 mil e 3º lugar: R$ 2 mil. Os prêmios especiais serão de R$ 3.500 para o ramo crédito e R$ 3.500 para o ramo saúde. Os vencedores serão conhecidos no dia 29 de julho de 2010 durante evento a ser realizado em Curitiba em local a ser divulgado.

Lançamentos - O Prêmio Ocepar de Jornalismo é uma iniciativa do Sistema Ocepar que conta com o patrocínio da Federação Unimed Paraná e Sicredi Paraná e apoio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor). O concurso foi lançado no início de abril, em Curitiba, e divulgado também no interior do Estado, reunindo cerca de 350 participantes em 10 cidades paranaenses.

Serviço - VII Prêmio Ocepar de Jornalismo - Tema: "Cooperativismo: organização econômica e social que desenvolve comunidades e pessoas" - Prazo de veiculação: 1º de janeiro a 12 de julho de 2010. - Solenidade Premiação: 29 de julho de 2010 - Curitiba. Veja o regulamento e ficha de inscrição no site: www.ocepar.org.br.



 

   
 
   

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